O poder de ser parte da informação

By TVQ Interatividade | Facebook

out 26

Imagino quantas coisas maravilhosas perdemos dos grandes inventores, pensadores, líderes políticos e religiosos por não terem uma página no Facebook. Você pode imaginar Gandhi discutindo sobra a paz? Thomas Edison sobre a lâmpada? Os apóstolos sobre o evangelho? Alexandre, o grande, sobre suas conquistas? Hitler e suas opiniões sobre o ser humano ideal? Dá para imaginar os diálogos e debates em seu timeline, como seriam? Eu te desafio a pensar pelo menos 30 segundos sobre isso.

Transportando isso para os comentários sobre o Facebook interferir ou não nas notícias do timeline, reflita um pouco… você não acha que esses personagens da história acima citados, entre milhares de outros casos, iriam provocar milhões de sentimentos tanto para o bem, quanto para o mal? Claro, aliás, milhares poderiam ter sido salvos se existisse o Facebook nessa época. Mentes e corpos seriam livres das prisões e das doenças mais cedo e talvez, milhares de inocentes estariam vivos, por causa da coisa mais poderosa sobre a face da terra, que seus antepassados sonharam em ter, que você herdou com muitas guerras e dedicação de muitas vidas inteiras: a informação.

Não apenas os fatos, verdades e mentiras, mas FAZER A SUA OPINIÃO TAMBÉM SER PARTE DA INFORMAÇÃO.

Existe um ditado popular que diz: Dê poder a uma pessoa e ela vai mostrar quem realmente ela é. Assim como na vida, o Facebook permite isso, mas apenas se você quiser. Isso mesmo, não é deixar, é se quiser. Os amigos são seus, vocês se aceitaram por livre e espontânea vontade, e com isso, seguem todas as opiniões, mesmo que contrárias. E isso é ótimo! Significa que você, não apenas se acostumou a ter esse poder e liberdade, mas como qualquer ser humano, quer evoluir. Acontece que, se o Facebook é um espelho de nós mesmos, então temos que começar a pensar, como nós podemos evoluir.

Eu respeito, mas não entendo porque algumas pessoas reclamam dos conteúdos de seus timelines, em um país democrático, quando elas têm o poder de compartilhar o que quiserem, mesmo ao vivo, gerando muito mais audiência, gostar ou não gostar de qualquer coisa sem correr nenhum risco pessoal. E ainda, além de terem feito as escolhas dos amigos que quiseram ter, ainda poderem deletar todos e recomeçar com 1.5 bilhões de novos amigos e com isso, novas opiniões. Até onde vai a necessidade do Facebook interferir na opinião, quando ela é hoje 100% customizada com o que você quer e escolheu assim?

Basta voltarmos um pouquinho na história para entender que, há alguns anos atrás, apenas poucas pessoas na terra poderiam ter uma voz ativa na TV, antes disso no rádio, antes disso no jornal e antes disso apenas em suas comunidades, onde o som de suas vozes poderia ecoar. Voltando ainda mais, você não seria nada, a menos que você tivesse um exército pronto para agir cegamente a fim de realizar seus sonhos pessoais.

Nós, a raça humana, seguindo o mesmo conceito de voltar no tempo, éramos um número de pessoas que assistiam um canal de TV, podíamos dar opinião por telefone ou carta, antes disso, podíamos dar opinião indo para a frente da estação de rádio ou jornal, antes disso, não podíamos nada, porque poderíamos até ser mortos, dependendo do País que morássemos.

O Sucesso do Facebook está na sua existência, por refletir a realidade de ser humano. Ou você acha que as selfies são a realidade? Porque quando você posta somente alegrias e vitórias, mesmo que sejam ‘fakes’, elas são plenamente divulgadas e isso te faz muito feliz, não é? Ele reflete quem você quer ser, onde quer estar, e te permite gostar ou odiar as mais diversas opiniões que você escolheu ver, através de seus amigos. É perfeito? Claro que não. Seria, se o mundo fosse perfeito, como todos nós queríamos que fosse.

E mais, assim como na vida, o Facebook possui largas avenidas, bairros, cidades, Estados e Países. Mas nenhuma outra rede social te permite dar sua opinião e ela ser ouvida e recompartilhada, podendo ter repercussão mundial a partir das menores favelas do Brasil ou da Africa, ou da 5ª. Avenida e Wall Street.

Quero compartilhar uma coisa pessoal, para ajudar a entender o que estou falando. Eu fui ameaçado de morte, tive que comprar um carro blindado e ficar 3 meses fora de minha cidade após ser convidado a assumir o cargo de conselheiro estadual da Cruz Vermelha em meu estado, o Rio de Janeiro, aqui no Brasil. Eu e minha sócia Letícia, que também ingressou na Cruz Vermelha ao mesmo tempo como Presidente de uma filial, queríamos fazer um mundo realmente melhor, mas em apenas 3 meses, identificamos quase R$ 100 milhões (U$ 30 milhões) em desvios de dinheiro e doações. Juntamos 1.000 páginas de documentos e provas e entregamos à justiça. Alguns meses depois, a presidência e toda diretoria nacional foi afastada. 2 anos depois a Cruz Vermelha reconheceu R$ 25 milhões (U$ 8 milhões) em desvios e claro, as investigações ainda continuam, em sigilo. Se não fosse pelo Facebook e claro, outras redes sociais, isso não seria possível. Foi fácil? Claro que não. O que doeu mais não foi ter que fugir meses com risco de ser morto, mas foram as opiniões contrárias que líamos no Facebook, através de pessoas que dedicaram sua vida a Cruz Vermelha, e simplesmente não podiam acreditar que aquilo tudo fosse verdade. Eu entendo como é. No início, quando descobri, eu também não podia acreditar, mas essa é a vida e tenho certeza de que, aqui no Brasil, isso não vai mais acontecer.

Então, é fácil lidar com um timeline que às vezes contraria a sua opinião? Claro que não. Mas o espaço é de todos, e no mínimo permite a liberdade de opiniões. Então, onde está o problema? Talvez esteja dentro de nós. Estamos de fato aptos a lidar com o contraditório? Me responda, o que é melhor: clicar em gostar ou não gostar?

Clicar em gostar é ter empatia, admirar, estar em consonância, vibrar junto ou reforçar algo que você acredita ser verdade.

Clicar em não gostar é ser chato, denunciar, não aprovar, ter raiva, medo, ansiedade e em algumas ocasiões isso irrita algumas pessoas por 1 semana inteira.

Incrível não é? O poder de ser parte da informação. Mais que isso, lidar com o contraditório a ela, em um mundo de fato, cheio de injustiças. Isso não é novo. No século XVI, em Hamlet, Shakespeare já dizia “Ser ou não ser”, ao refletir entre a vida e a morte, e mais adiante “O que nos faz suportar os males que temos, do que voar para outros que não conhecemos. Sim, essa consciência faz covardes de todos nós”. Projete isso para um mundo onde, existem pessoas que preferem perder credibilidade em suas comunidades do que em seu perfil do Facebook e você verá que hoje, a informação nas redes sociais, em alguns casos, supera a realidade. E sim, existe vida e morte na rede. O filósofo MATRIX já dizia isso também. Você está preparado para os botões gostar e não gostar?

Eu realmente acredito que algumas pessoas, não tem opção, a não ser enfrentar seu destino, custe o que custar. Eu vivi isso quando contei sobre a Cruz Vermelha. Você viveu isso em outras situações na vida, não viveu? Grandes líderes também. Alguns optaram pelo bem, outros pelo mal. Mark Zuckerberg foi um, mas tenho a impressão de que, antes de escrever a primeira linha de código do programa, ele já sabia de que lado queria ficar. Como sabemos? Olhe para a sua vida e terá a resposta. Olhe para a vida dele e terá também. É pelas atitudes que conhecemos as pessoas e nós mesmos. Quando alguém pode passar o resto da vida jogando golfe, ou dedicando 90% de seu tempo ao lazer e à família e continua querendo escutar mais os unlikes que os likes, isso fica claro. Quem dera que todos os nossos governantes fossem assim.

Eu também tive raiva do Facebook uma vez. E muita. Tenho uma empresa no Brasil de transmissões ao vivo em canais fechados. Quando o Facebook anunciou que iria começar a fazer isso de graça, eu disse, é o meu fim. Após tantos anos de luta acabar assim? Culpa do Zuckberg. Mas um breve tempo depois, como não podia ser diferente, o Facebook lançou uma API de integração permitindo que qualquer empresa ou pessoa no mundo pudesse se conectar ao vivo. Aproveitando essa tecnologia, minha empresa cresceu mais, muito mais do que eu podia esperar ou um dia sonhar, em ter a possibilidade de transmitir para milhares de pessoas ao vivo, dentro da maior rede social do mundo. Que poder é esse! Hoje podemos ajudar a salvar animais, cuidar de crianças e melhorar a saúde e a educação das pessoas, conectando clientes antigos e conseguindo muitos novos clientes com destaque nacional nesses assuntos, que vão desde o TEDx a FIOCRUZ, maior organização de saúde da américa latina. Quanto aos canais fechados, percebi que empresas e pessoas sempre vão precisar disso, para tratarem de informações ao vivo de forma segura. A API de integração do Facebook acabou trazendo mais clientes para nós, nesse tipo de demanda e tecnologia. Em outras palavras, a maneira de lidar com o ‘unlike’ ao Facebook na ocasião, fez de nossa empresa no Brasil, uma empresa mais forte e das pessoas que fazem parte dela, incluindo nossos clientes e fornecedores, pessoas melhores e com muito mais poder de escolha e distribuição da informação.

Finalmente, vemos que as pessoas que fazem mais sucesso nas redes sociais, são as mais autênticas. Como disse Abraham Lincoln, no século XIX: “Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” É exatamente a mesma coisa no Facebook. Apenas os autênticos vencem porque é isso que se quer ver: a realidade por trás do timeline. Não se preocupe tanto com aqueles que o usam de forma descartável. Esse não vão durar muito e provavelmente, acabarão com o mesmo tipo de amigos. Se um timeline fosse uma pessoa, dá pra imaginar o sentido da existência para essa pobre criatura?

PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA, ESTOU TENDO PENA DE UM TIMELINE…COMO ISSO É POSSÍVEL?

Em 1961, para apenas 70 milhões de telespectadores, John F. Kennedy disse “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer para o seu país.”. Essa frase se tornou conhecida pelo mundo todo. Porque não, agora que somos mais de 1.5 bilhões de conectados, não podemos dizer: “Não pergunte o que seu Facebook pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu Facebook”?

Te desejo muitas felicidades em sua vida virtual, e mais ainda, na sua vida pessoal e de sua família. Bom domingo a todos!

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Translation:

The power of being part of the information
I wonder how many wonderful things we have lost from the great inventors, thinkers, political and religious leaders for not having a page on Facebook. Can you imagine Gandhi arguing about peace? Thomas Edison on the lamp? The apostles about the gospel? Alexander the Great, about his conquests? Hitler and his views on the ideal human being? Can you imagine the dialogues and debates in your timeline, what would they be like? I challenge you to think at least 30 seconds about it.
Conveying this to the comments about Facebook interfering or not in the news of the timeline, reflect a little… you do not think that these characters in the above story, among thousands of other cases, would provoke millions of feelings for both good and for evil? Of course, in fact, thousands could have been saved had Facebook existed at the time. Minds and bodies would be free from prisons and disease earlier and perhaps thousands of innocents would be alive because of the most powerful thing on earth that your ancestors dreamed of having, which you inherited with many wars and many dedications Whole lives: information.
Not just the facts, truths and lies, but MAKE YOUR OPINION ALSO BE PART OF THE INFORMATION.
There is a popular saying: Empower someone and he will show who he really is. Just like in life, Facebook allows this, but only if you want. That’s right, it’s not allowing, it’s if you want. The friends are yours, you have accepted of your own free will, and with this, follow all opinions, even if contrary. Well, that is great! It means that you have not only become accustomed to having that power and freedom, but like any human being, you want to evolve. It turns out that if Facebook is a mirror of ourselves, then we have to start thinking, how WE can evolve.
I respect, but I do not understand why some people complain about the contents of their timelines, in a democratic country, when they have the power to share what they want, even live, generating much more audience, liking or not liking anything without running no personal risk. And besides, having made the choices of the friends they wanted to have, they could still delete all and start over 1.5 billion new friends and with that, new opinions. How far will Facebook’s need interfere with opinion, when it is 100% customized with what you want and chose it like that?
It is enough to go back a little bit in history to understand that a few years ago, only a few people on earth could have an active voice on TV, before that on the radio, before that in the newspaper and before that only in their communities, where the sound of their voices could echo. Turning still more, you would be nothing, unless you had an army ready to act blindly in order to fulfill your personal dreams.
We, the human race, following the same concept of going back in time, we were a number of people watching a TV channel, we could give opinion by phone or letter. Before that, we could give opinion by going to the front of the radio station or Newspaper. Before that, we could not do anything, because we could even be killed, depending on the country we lived in.
The success of Facebook is in its existence, by reflecting the reality of being human. Or do you think selfies are reality? Because when you post only joys and victories, even if they are fakes, they are fully publicized and that makes you very happy, is not it? It reflects who you want to be, where you want to be, and allows you to like or hate the most diverse opinions you have chosen to see, through your friends. It’s perfect? Of course not. It would be, if the world were perfect, as we all wanted it to be.
And more, just like in life, Facebook has wide avenues, neighborhoods, cities, states and countries. But no other social network allows you to give your opinion and it can be heard and recompiled, and it can have worldwide repercussions from the smaller favelas of Brazil or Africa, or from the 5th. Avenue and Wall Street.
I want to share something personal, to help understand what I’m talking about. I was threatened with death, had to buy an armored car and stay 3 months out of my city after being invited to take the post of state councilor of the Red Cross in my state, Rio de Janeiro, here in Brazil. Me and my partner Leticia, who also joined the Red Cross at the same time as President of a branch, wanted to make a truly better world, but in only 3 months, we identified almost $ 100 million (US $ 30 million) in money diversions And donations. We put together 1,000 pages of documents and evidence and turned ourselves in to justice. A few months later, the presidency and the entire national board were dismissed. 2 years later the Red Cross recognized $ 25 million ($ 8 million) in diversions and of course, the investigations still continue, in secrecy. If it were not for Facebook and of course other social networks, this would not be possible. It was easy? Of course not. What hurt the most was not having to run away for months at risk of being killed, but it was the contrary opinions we read on Facebook, through people who dedicated their lives to the Red Cross, and simply could not believe that it was all true. I understand what it’s like. At first, when I discovered it, I could not believe it either, but this is life and I’m sure that, here in Brazil, it will not happen again.
So is it easy to deal with a timeline that sometimes contradicts your opinion? Of course not. But space is everyone’s, and at the very least allows freedom of opinion. So, where is the problem? Maybe it’s inside us. Are we really able to deal with the contradictory? Answer me, which is better: click on like or dislike?
Clicking on liking is empathizing, admiring, being in line, vibrating along, or reinforcing something that you believe to be true.
Clicking not to like is being annoying, reporting, not approving, having anger, fear, anxiety and on some occasions it annoys some people for a whole week.
Amazing is not it? The power to be part of the information. More than that, deal with the contradictory to her, in a world of fact, full of injustices. This is not new. In the sixteenth century, in Hamlet, Shakespeare already said “To be or not to be”, to reflect between life and death, and later “What makes us endure the evils we have, than to fly to others we do not know. Yes, that conscience makes cowards of us all.” Design this for a world where, there are people who prefer to lose credibility in their communities than in their Facebook profile and you will see that today, information on social networks, in some cases, surpasses reality. And yes, there is life and death on the net. The philosopher MATRIX already said that too. Are you prepared for the likes and unlikes?
I truly believe that some people have no choice, but to face their destiny, at whatever cost. I lived it when I told you about the Red Cross. You lived it in other situations in life, did not you? Great leaders too. Some have opted for good, others for evil. Mark Zuckerberg was one, but I get the impression that before writing the first line of program code, he already knew which side he wanted to stay on. How we know? Look at your life and you will have the answer. Look at his life and you will too. It is by the attitudes that we know people and ourselves. When you can spend the rest of your life playing golf, or dedicating 90% of your time to leisure and family, and still wanting to hear more of the unlikes then the likes, that’s clear. I wish all our rulers were like this at government.
I also was angry with Facebook once. A lot. I have a company in Brazil of live broadcasts in closed channels. When Facebook announced it would start doing it for free, I said, it’s my end. After so many years of struggle ending like this? Zuckberg: guilty. But a short time later, as it could not be different, Facebook launched an integration API allowing any company or person in the world to connect live. Taking advantage of this technology, my company grew more, much more than I could expect or one day to dream, in having the possibility to transmit to thousands of people live, within the largest social network in the world. What a power that is!
Today we can help save animals, care for children and improve the health and education of people, connecting old clients and getting many new clients with national prominence in these subjects, ranging from TEDx to FIOCRUZ, largest health organization in Latin America. As for the closed channels, I realized that companies and people will always need this to handle live information securely. The Facebook Integration API eventually brought more customers to us in this type of demand and technology. In other words, the way of dealing with ‘unlike’ Facebook at the time, made our company in Brazil a stronger company and the people who are part of it, including our customers and suppliers, better people and with much more power choice and distribution of information.
Finally, we see that the people who are most successful in social networks are the most authentic. As Abraham Lincoln said in the nineteenth century, “You can fool some people all the time or all people for a while, but you can not fool all people all the time.” It’s exactly the same thing on Facebook. Only the authentic ones win because that’s what you want to see: the reality behind the timeline. Do not worry so much about those who use it in a disposable manner. This will not last long and will probably end up with the same kind of friends. If a timeline were a person, can you imagine the meaning of existence for this poor creature? FOR THE FIRST TIME IN MY LIFE, I’M FEELING SORRY FOR A TIMELINE … HOW CAN THIS BE?
In 1961, for only 70 million viewers, John F. Kennedy said “Do not ask what your country can do for you. Ask what you can do for your country. ” This phrase became known all over the world. Why not, now that we are more than 1.5 billion connected, we can not say, “Do not ask what your Facebook can do for you. Ask what you can do for your Facebook “?
I wish you much happiness in your virtual life, and even more so in your personal life and in your family. Good Sunday everyone!

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Transmissões ao vivo, para múltiplas redes sociais simultâneas, aplicativos e conjunto de soluções online, interativas e audiovisuais